terça-feira, 25 de outubro de 2011

le foie gras

Sud-Ouest
Foie Gras
 É considerado uma das maiores iguarias da culinária francesa. É um fígado gordo de pato ou ganso que possui consistência amanteigada e sabor mais suave em relação ao fígado normal.
 Acredita-se que teve origem no Egito e espalhou-se para a região mediterrânea. Após a queda do Império Romano os gansos foram temporariamente banidos da cozinha europeia e é mais provável que o foie gras tenha sido preservado pelos judeus que teriam aprendido o método de engorda após a colonização de Israel pelos romanos.
 Atualmente a França é o lar do foie gras e detêm 80% da produção mundial, ele existe em diferentes formas definidas em lei:
Foie gras entier (inteiro): feito de um ou dois lóbulos de fígados inteiros, podendo ser cozido, semi-cozido ou cru.
Bloco de foie gras: bloco moldado e completamente cozido, feito de 98% ou mais de foie gras.
Parfait: com 75% ou mais de foie gras em sua composição.
Patê ou mousse: feitos de 50% ou mais de foie gras.
 Formas completamente cozidas são geralmente vendidas em latas de metal ou vidro, um foie gras fresco e inteiro pode ser encontrado apenas nas regiões produtoras e congelados podem ser encontrados em supermercados franceses.
 Pode ser saboreado com trufas e licores, é comumente servido acompanhado por pães ou torradas e também pode vir acompanhado por uma salada.
 É um prato luxuoso, muitas pessoas na França o consomem apenas em ocasiões especiais, como no jantar de natal ou réveillon, embora a crescente produção tenha aumentado a disponibilidade de foie gras e baixado seu preço.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

camembert trabalho 2011 2

QUEIJO CAMEMBERT
Camembert ou camember é o nome de uma variedade de queijo, de pasta mole, originalmente da região da Normandia (Normandie), no Noroeste da França (Nord-ouest France). Tem alguma semelhança com o Brie, do qual deriva.
Características: Pasta mole, casca aveludada, fabricado com leite de vaca, sabor intenso, levemente picante, e textura suave. Casca de cor branca.
História
Afirma-se que, à época da Revolução Francesa, certo dia, a família de Marie Harel, que habitava na Normandia, deu abrigo a um padre que estava sendo perseguido. Esse religioso vinha da região de Brie e, como forma de agradecimento aos seus anfitriões pela acolhida e proteção, transmitiu-lhes todo o seu conhecimento sobre a fabricação de queijos.
Surgiu dessa forma, através de uma adaptação da técnica da fabricação do brie, uma nova variedade de queijo, feita da massa mole que não era cozida e nem espremida. Essa nova variedade era mais macia, com um aroma mais delicado e um sabor agradável, levemente terroso.
Com a inauguração da estrada de ferro para Paris, em 1855, essa variedade de queijo ultrapassou as fronteiras da Normandia, alcançando a mesa das monarquias europeias e, delas, a de consumidores de todo o mundo.
Outras histórias retratam o queijo camembert como personagem direto na revolução francesa, posto que os fabricantes, geralmente nobres, foram perseguidos e os jacobinos tratavam o queijo como uma iguaria clandestina. A fabricação, então, foi reduzida a poucos pontos da região de Brie, aumentando sua fama e requintando seu sabor.
Descrição
Queijo de pasta mole, produzido com leite de vaca, apresenta-se com uma fina crosta de bolor penicillium branco, que se torna impregnada de pigmentos vermelhos, castanhos e amarelos à medida que matura.
O queijo jovem, com cerca de 30 dias de fabricação, apresenta um sabor suave, ligeiramente acidulado, com um "coração" (centro da massa) de textura pouco firme, que se modifica à medida que se aproxima da crosta.
Passados cerca de 50 dias de fabricado, o queijo alcança uma maturidade e uma personalidade, com sabor e aroma mais pronunciados, adquirindo uma textura fina e fundente.
Forma de degustação
Para a adequada degustação deste queijo, deve-se retirá-lo da geladeira com antecedência de uma hora. Adquirida a temperatura ambiente, deve ser cortado ao meio e, em seguida, ser fatiado, sempre do centro para a extremidade. Obtém-se, deste modo, um equilíbrio ideal entre crosta e massa em cada fatia.
Para acompanhá-lo sugerem-se vinhos tintos leves, pouco tânicos (ex.: Côte du Rhône), ou mais frutados (ex.: Bordeaux ou Beaujolais)
Como fazer:
Rendimento: 7 litros de leite por quilo de queijo.
Formato: cilíndrico, com 3 cm de altura.
Peso: 0,2 kg.
Composição média:
- Umidade: 40%
- Gordura: 27%
- Sal: 1,7%
Modo de Fabricação:
- Pasteurização: pasteurizar o leite integral ou padronizado a 3,2% de gordura;
- Cloreto de cálcio: adicionar cloreto de cálcio na proporção de 40 ml por 100 litros de leite;
- Fermento lático: adicionar o fermento lático Streptococcus lactis e Streptococcus cremoris, na proporção de 2,0%;
- Coalho: a quantidade depende do poder coagulante do coalho usado. A temperatura de coagulação é de 34ºC, ocorrendo em cerca de 30 minutos;
- Corte: é feito com liras verticais e horizontais, de modo a obter grãos com 2,0 cm. Deve ser feita lentamente;
- Repouso da coalhada: deixar em repouso por 3 minutos;
- Mexedura: mexer a coalhada lentamente, por cerca de 20 minutos, com garfo de aço inox, até o ponto da massa;
- Ponto: dar o ponto de acordo com a consistência desejada;
- Dessoragem: parte do soro é eliminada;
- Enformagem: a massa é coletada no tanque em formas de plástico com 10 cm de diâmetro e com o fundo rendado;
- Viragens: serão feitas 3 viragens. A primeira será feita 15 minutos após a enformagem. A segunda e terceira viragens serão feitas após 60 minutos e 120 minutos, respectivamente, contados a partir da primeira viragem;
- Acidificação: após as viragens, os queijos permanecem em sala com temperatura de 20 a 25ºC para melhor acidificação. O pH da massa, 18 horas após a fabricação, deverá se situar na faixa de 4,8 a 5,0.
- Salga: salgar os queijos em salmoura (à temperatura de 12ºC) a 20% de sal pelo período de 2 horas;
- Secagem: deixar secar;
- Mofo: os queijos são pulverizados com uma solução de mofo Penicillium candidum, em sala de maturação, à temperatura de 12ºC, com 90% de umidade relativa do ar;
- Maturação: deixar maturar por aproximadamente 5 dias;
- Viragem: efetuar a viragem;
- Maturação: deixar maturar por aproximadamente 12 dias, quando então o mofo terá desenvolvido abundantemente;
- Embalagem: embalar em papal alumínio e acondicionar em caixas de papelão.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Trabalho: sel de Guérande


Fleur de Sel - "Flor de Sal"
 
Sel (Sal marinho) de Guérande: considerado o melhor do mundo pelos principais chefs, este sal é extraído há mais de 2.700 anos na cidade de Guérande, da região da Bretagne, France. Sua produção é toda artesanal, feita por um número reduzido de famílias da região. Para manuseá-lo, utilizam-se instrumentos de madeira, para que não seja contaminado com ferrugem de qualquer metal, o que poderia comprometer seu delicado sabor. Nesta região, encontra-se tanto o tipo comum, acinzentado, como o que é chamado "
Fleur Du Sel", o sal obtido a partir da espuma da água dos tanques, ele é branco e fino.
Utilizado na função de realçar o sabor do alimento, como saladas e alimentos já prontos, como carnes e peixes.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ORIENTAÇÕES SOBRE O TRABALHO SEMESTRAL

ASSESC – LICENCIATURA EM GASTRONOMIA
DISCIPLINA : FRANCÊS
PROFA. MARIA MARTA L. P. OLIVEIRA


         Orientações para o TRABALHO SEMESTRAL , turma de 2011/2


         TEMA:
ESPECIALIDADES FRANCESAS REGIONAIS


1.     Seminários em sala.
Apresentação oral sobre um dos produtos pesquisados durante o estudo dirigido. Um aluno será escolhido entre os membros de cada equipe. No final do semestre todos devem ter feito uma apresentação oral em sala. (5 pontos)
              
      A apresentação terá até 5 minutos e deverá responder às seguintes perguntas:
I.                   Qual o nome do produto em francês e em português?
II.                Em que região ou cidade (nomes em francês) é encontrado /produzido?
III.             Quais suas principais características?  Fazer um pequeno histórico e dizer como é produzido.
IV.            Qual seu uso na gastronomia? Explicar e exemplificar.




2.     Trabalho escrito: Entregar um texto contemplando o conteúdo das pesquisas realizadas nos estudos dirigidos. Escolher cinco produtos de diferentes regiões. (10 páginas, no máximo).
O texto deve seguir as normas gerais de trabalho escrito, conforme consta no site da ASSESC: capa com identificação, introdução apresentando os objetivos do trabalho, itens desenvolvidos, conclusão, bibliografia consultada apresentada segundo as normas. A consulta a livros e revistas especializadas (por ex.: Gula), além da internet, será aspecto considerado na avaliação. (5 pontos)

domingo, 31 de julho de 2011

Plano de ensino

1 – IDENTIFICAÇÃO
Curso: Bacharel em Gastronomia
Semestre Letivo: 2011.2
Disciplina: FRANCÊS
Carga Horária: 36 h/a
Teórica: 36
Prática:
Fase: 1ª.
Professor (a): MARIA MARTA LAUS PEREIRA OLIVEIRA
E-mail: mariamartapo@yahoo.com.br
Telefone: 3024.4310

2 – BREVE CURRÍCULO DO PROFESSOR
Ø      Doutora em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1993.
Ø      Professora de Língua e Literatura Francesas na Universidade de Santa Catarina de 1974 a 1996.
Ø      Membro do colegiado de Pós-Graduação em Literatura da UFSC de 1994 a 2000.
Ø      Professora de Francês Instrumental para os Cursos de Hotelaria e Gastronomia da ASSESC desde 2000.

3 – EMENTA
Aspectos da geografia da França, suas regiões e especialidades gastronômicas regionais. Aspectos da fonética do francês. Vocabulário básico de receitas, cardápios e funções da restauração.

4 – OBJETIVO GERAL DO CURSO
Qualificar profissionais para atuarem na gestão de empreendimentos da área da gastronomia e desenvolvimento de pesquisas, capazes de compreender, analisar e interpretar os fenômenos do turismo e hospitalidade, as influências em nível local e mundial e, assim, preverem as consequências destes fenômenos no desenvolvimento do setor gastronômico.

5 – OBJETIVOS DA DISCIPLINA
Objetivo Geral: Introduzir noções de língua francesa como instrumento facilitador para a compreensão de textos da gastronomia escritos em francês, assim como para a correta pronúncia dos termos franceses de uso na área da gastronomia.

5.1 Objetivos Específicos:
Ao final do semestre o aluno estará apto a:
- identificar e saber traduzir termos franceses referentes a produtos, técnicas,
  utensílios de cozinha e funções da restauração;
- identificar os principais produtos das diferentes regiões gastronômicas da França e também as receitas
  tradicionais dessas regiões;
- pronunciar corretamente os vocábulos franceses de uso corrente na gastronomia;
- compreender receitas escritas em língua francesa.

6 – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
* Termos franceses de uso corrente na gastronomia;
* Vocabulário referente a peixes, frutos do mar, carnes, aves, legumes, frutas, queijos, bebidas, utensílios e funções da restauração;
* Noções de pronúncia de vocábulos franceses.
*Aspectos da geografia da França, suas regiões e especialidades gastronômicas regionais.
*Técnica de abordagem de textos escritos em francês para a compreensão geral de receitas e cardápios.

7 – ESTRATÉGIAS DE ENSINO
Aulas expositivas: para iniciar um processo de interação com o grupo, apresentar informações, conceitos, orientar procedimentos para a realização de atividades individuais ou em grupos.
Brainstorming : para instigar o aluno a expor ideias e dar subsídios ao professor sobre o nível de conhecimento já existente na turma sobre um tema a ser abordado.
Estudo dirigido em grupo: para aprofundar um tema, desenvolver a capacidade de diálogo, de argumentação e o respeito a opiniões diferentes.
Pesquisa: para fazer comparações e análise de diferentes informações, incentivar a investigação, a crítica bibliográfica e construir critérios para a escolha de fontes bibliográficas específicas.
Seminários: para socializar informações sobre um tema definido, anteriormente pesquisado, e desenvolver a habilidade de exposição oral em grupo.

8 – SISTEMA E CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO
A média final resultará da média aritmética de 4 notas: dois testes escritos, um trabalho (apresentação oral e texto escrito), participação nas atividades de sala de aula. O aluno receberá pontos na média final segundo seu desempenho na prova interdisciplinar.

9 – BIBLIOGRAFIA
Bibliografia Básica:
ALGRANTI, Márcia. Pequeno dicionário Gula. São Paulo: Record, 2004. 2 ex. 2004.
FORNARI, Cláudio. Mangez-vous Français? Glossário Francês Português de Culinária. Rio de Janeiro: Axcel, 2004. 3 ex. 2004.
HELENE, Helen. Dicionário de termos da gastronomia Francês/Português. São Paulo: Ed. Gaia, Boccato, 2006. 2 ex. 2006.
Bibliografia Complementar:
Culinária: especialidades europeias. Portugal: Koneman, 2001.
DUMAS, Alexandre. Grande dicionário de culinária: inclui mais de 400 receitas e 275 ilustrações. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.
GOMENSORO, Maria Lúcia. Pequeno dicionário de gastronomia. Rio de Janeiro: Objetiva, 2003.
Larousse da cozinha do mundo: Europa e Escandinávia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2005.
Larousse da cozinha do mundo: Mediterrâneo e Europa Central. São Paulo: Larousse do Brasil, 2005.

10 – CRONOGRAMA
CRONOGRAMA PREVISTO
Encontro
Dia/ CH
Conteúdo
Metodologia
Local
        
04-08
Apresentação e discussão do Plano de ensino. Termos franceses de uso no Brasil.Teste inicial
Aula teórica
Sala:
        
11-08
Introdução à França. Noções de Geografia (apostila)
Aula teórica
Sala:
        
18-08
Noções de Geografia da França (cont.) (apostila)
Teste
Sala:
        
25-08
Especialidades gastronômicas regionais: mapa (apostila)
Aula teórica
Sala:
        
01-09
Especialidades gastronômicas regionais: vocabulário específico (apostila)
Aula teórica
Sala:
        
08-09
Estudo dirigido e seminário: regions Bretagne e Normandie
Aula teórica
Sala:
        
15-09
Tradução de receita
Aula teórica
Sala:
        
22-09
Primeiro teste escrito
PROVA
TEÓRICA
        
29-09
Estudo dirigido e seminário: regions Midi e Provence
Aula teórica
Sala:
10º     
06-10
Tradução de receita
Aula teórica
Sala:
11º     
13-10
Estudo dirigido e seminário: regions Auvergne et sud-ouest
Aula teórica
Sala:
12º     
20-10
Tradução de receita
Aula teórica
Sala:
13º     
27-10
Estudo dirigido e seminário: regions Champagne et Bourgogne
Aula teórica
Sala:
14º     
03-11
Tradução de receita. Leitura de rótulos
Aula teórica
Sala:
15º     
10-11
Estudo dirigido e seminário: regions Alsace e Lorraine
Aula teórica
Sala:
16º     
17-11
Tradução de receita

Sala:
17º     
24-11
Segundo teste escrito.
PROVA
TEÓRICA
18º     
01-12
Ajustes: recuperação de notas.
Aula teórica
Sala:

08-12
Exame final para alunos que não alcançaram média 7.
PROVA TEÓRICA
Sala: